ZorGabor by Vitor Carmo

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MANIFESTO DA MULHER CELTA ...

… (e da Mulher Lusitana também)

” As mulheres de origem Celta eram criadas tão livremente como os homens. A elas era dado o direito de escolherem os seus parceiros e nunca poderiam ser forçadas a uma relação que não queriam. Eram ensinadas a trabalhar para que pudessem garantir o seu sustento, bem como eram excelentes amantes, donas de casas e mães.

Assim aprendiam:

- Ama o teu homem e segue-o, mas apenas se ambos representarem um para o outro o que a Deusa Mãe ensinou: amor, companheirismo e amizade.

- Nunca permitas que algum homem te escravize. Nasceste livre para amar, e não para ser escrava.

- Nunca permitas que o teu coração sofra em nome do amor. Amar é um acto de felicidade, por quê então sofrer?

- Nunca permitas que os teus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca te fará sorrir.

- Nunca permitas que o uso do teu próprio corpo seja cerceado. Lembra-te que o corpo é a moradia do espírito; por quê então mantê-lo aprisionado?

- Nunca te permitas ficar horas à espera de alguém que nunca virá, mesmo tendo prometido.

- Nunca permitas que o teu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome desconheces.

- Nunca permitas que o teu tempo seja desperdiçado com alguém que nunca terá tempo para ti.

- Nunca permitas que te gritem ao ouvido. O Amor é o único que pode falar mais alto.

- Nunca permitas que paixões desenfreadas te transportem de um mundo real para outro que nunca existiu.

- Nunca permitas que outros sonhos se misturem aos teus, convertendo-os num grande pesadelo.

- Nunca acredites que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.

- Nunca permitas que o teu útero gere um filho que nunca terá um pai.

- Nunca permitas viver na dependência de um homem como se tivesses nascido inválida.

- Nunca te ponhas linda e maravilhosa a fim de esperar por um homem que não tem olhos para admirar-te.

- Nunca permitas que os teus pés caminhem na direcção de um homem que só vive a fugir de ti.

- Nunca permitas que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar o brilho dos teus olhos te dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de ti.

- E, sobretudo, nunca permitas a ti própria perder a dignidade de ser mulher.”

por Eduardo Amarante a Sexta-feira, 22 de Abril de 2011 às 19:21

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